Mímese e intertextualidade I - Luis de Camões e Gregório de Matos  (Exercícios) escrito em segunda 07 setembro 2009 14:18

Barroco, Camões, Gregório de Matos, Intertextualidade, Maneirismo, Mímese, Neoclassicismo, Paráfrase

Exercício:

Sobre os poemas abaixo, pergunta-se:

1)     Eles tratam do mesmo tema? Explique.

2)    A postura do eu-lírico com respeito ao tema é a mesma nos dois sonetos ou eles vivenciam o conflito de forma diferente? Explique.

3)    Qual deles apresenta maior número de metáforas? Responda indicando e explicando as metáforas de cada soneto.

4)    Com base nas respostas anteriores e outros argumentos que você queira apontar, discuta a originalidade do soneto de Gregório com respeito ao de Camões.

Sempre responda as questões
fundamentando sua argumentação 
na análise dos textos
.

Repare que as questões são formuladas numa sequência lógica em que as respostas vão paulatinamente se encadeando de modo a desenvolver um texto com introdução, desenvolvimento e conclusão.

Blog de poetasdobrasil : Literatura Brasileira: Poesia, Mímese e intertextualidade I - Luis de Camões e Gregório de Matos

Alma minha gentil, que te partiste
tão cedo desta vida descontente,
repousa lá no céu eternamente,
e viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo onde subiste
memória desta vida se consente,
não te esqueças daquele amor ardente
que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
da mágoa, sem remédio, de perder-te,

roga a Deus, que teus anos encurtou,
que tão cedo de cá me leve a ver-te,
quão cedo dos meus olhos te levou.

(Luis de Camões, 1524 – 1580)

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Alma gentil, espírito generoso,
Que do corpo as prisões desamparaste
E qual cândida flor em flor cortaste
De teus anos o pâmpano viçoso;

Hoje, que o sólio habitas luminoso,
Hoje, que ao trono eterno te exaltaste,
Lembra-te daquele amigo a quem deixaste
Triste, confuso, absorto e saudoso.

Tanto a tua vida ao céu subiste,
Que teve o céu cobiça de gozar-te,
Que teve a noite inveja de vencer-te.

Venceu o foro humano em que caíste,
Goza-te o céu, não só por premiar-te
Senão por dar-me a mágoa de perder-te.

(Gregório de Matos Guerra – 1636 – 1695)

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