Uma introdução ao Surrealismo  (Vanguardas europeias) escrito em sexta 09 novembro 2012 01:41

As características deste estilo: uma combinação do representativo, do abstrato, do irreal e do inconsciente. Entre muitas de suas metodologias estão a colagem e a escrita automática.

Segundo os surrealistas, a arte deve se libertar das exigências da lógica e da razão e ir além da consciência cotidiana, buscando expressar o mundo do inconsciente e dos sonhos.

No manifesto e nos textos escritos posteriores, os surrealistas rejeitam a chamada ditadura da razão e valores burgueses como pátriafamíliareligiãotrabalho e honra. Humor, sonho e a contralógica são recursos a serem utilizados para libertar o homem da existência utilitária. Segundo esta nova ordem, as ideias de bom gosto e decoro devem ser subvertidas.

Mais do que um movimento estético, o surrealismo é uma maneira de enxergar o mundo, uma vanguarda artística que transcende a arte. Busca restaurar os poderes da imaginação, castrados pelos limites do utilitarismo da sociedade burguesa, e superar a contradição entre objetividade e subjetividade, tentando consagrar uma poética da alucinação, de ampliação da consciência. Breton declara no Primeiro Manifesto sua crença na possibilidade de reduzir dois estados aparentemente tão contraditórios, sonho e realidade, “a uma espécie de realidade absoluta, de sobre-realidade [surrealité]”.

escrita automática procura buscar o impulso criativo artístico através do acaso e do fluxo de consciência despejado sobre a obra. Procura-se escrever no momento, sem planejamento, de preferência como uma atividade coletiva que vai se completando. Uma pessoa escreve algo num papel e outro completa, mas não de maneira lógica, passando a outro que dá sequência. O filme Um Cão Andaluz, de Luis Buñuel, por exemplo, é formado por partes de um sonho de Salvador Dalí e outra parte do próprio diretor, sem necessariamente objetivar-se uma lógica consciente e de entendimento, mas um discurso inconsciente que procura dialogar com outras leituras da realidade.

Esse e outros métodos, no entanto, não eram exercícios gratuitos de caráter estético, mas, como disse Octavio Paz, seu propósito era subversivo: abolir esta realidade que uma sociedade vacilante nos impôs como a única verdadeira. Para além de criar uma arte nova, criar um homem novo. (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Surrealismo).

 O pastor pianista 
Murilo Mendes 


1 Soltaram os pianos na planície deserta 
2 Onde as sombras dos pássaros vêm beber. 
3 Eu sou o pastor pianista, 
4 Vejo ao longe com alegria meus pianos 
5 Recortarem os vultos monumentais 
6 Contra a lua. 

7 Acompanhado pelas rosas migradoras 
8 Apascento os pianos que gritam 
9 E transmitem o antigo clamor do homem 

10 Que reclamando a contemplação 
11 Sonha e provoca a harmonia, 
12 Trabalha mesmo à força 
13 E pelo vento nas folhagens, 
14 Pelo planeta, pelo andar das mulheres, 
15 Pelo amor e seus contrastes, 
16 Comunica-se com os deuses. 



E como despertou-me interesse “O Pastor Pianista” de Murilo Mendes. O estranhamento quando do primeiro contato, o surrealismo, as imagens, tudo isso surtiu o efeito de um enigma a ser decifrado.

A análise realizada por Antonio Candido em “Na Sala de Aula” pareceu-me suficiente quanto à abordagem literária, linguística, estrutural. A expressividade deste poema, no entanto, não pode ser plenamente entendida somente através de seus aspectos de formalização da linguagem. De fato, o grande impacto é menos os seus recursos linguísticos do que o conteúdo psicológico que advém de suas imagens. (...)

O poeta dedicou seu último livro, “As Metamorfoses”, à memória de Mozart. A música era para ele a arte mais perfeita. É uma pista para entender o simbolismo pessoal de Murilo que via no piano - a imagem “verdadeira” da arte. 

As rosas, por sua vez, estão relacionadas às “idéias” do poeta. Esse conceito está presente no poema “Idéias Rosas”: 

Minhas idéias abstratas 
De tanto as tocar, tornaram-se concretas: 
São rosas familiares (...) 

“Seriam os pianos, como as rosas, mensagens de arte tornadas estranhamente objetos palpáveis?” questiona Antonio Candido. E com razão.

A idéia do inconsciente que de repente desperta se encontra em “Poema Hostil”:

Os pés do deserto me alcançam 
Trazem recados das rosas migradoras

Nesse poema acima encontramos, ao mesmo tempo, o símbolo do deserto (inconsciente) e das rosas migradoras (idéias) e que estão presentes também em “O Pastor Pianista”. Como se vê, “Murilo convive com as ficções, com os sonhos, com as imagens, com as correspondências, com as alucinações subjetivas, com os mitos que povoam o seu espírito e que dão à sua obra uma auréola de irrealidade, embora sejam na verdade essenciais para que ele tome plenamente posse do real” (Escorel, Lauro. Retirado do livro “Na Sala de Aula” de Antonio Candido.)

(Veja mais na fonte: http://www.meirellesdefaria.net/giovanni/pastorpianista.htm).

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Uma introdução ao Futurismo  (Vanguardas europeias) escrito em sexta 09 novembro 2012 01:38

Literatura – As principais manifestações ocorrem na poesia italiana. Sempre a serviço de causas políticas, a primeira antologia sai em 1912. O texto é marcado pela destruição da sintaxe, dos conectivos e da pontuação, substituída por símbolos matemáticos e musicais. A linguagem é espontânea e as frases são fragmentadas para expressar velocidade. Os autores abolem os temas líricos e incorporam à poesia palavras ligadas à tecnologia. As idéias de Marinetti, mais atuante como teórico do que como poeta, influenciam o poeta cubista francês Guillaume Apollinaire (1880-1918). Na Rússia, o futurismo expressa-se principalmente na literatura. Mas, enquanto os autores italianos se identificam com o fascismo, os russos aliam-se à esquerda. Vladímir Maiakóvski (1893-1930), o poeta da Revolução Russa, aproxima a poesia do povo.
:
Veja mais na fonte: 
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_visual/futurismo_marinetti.html

Características do Futurismo:

- Desvalorização da tradição e do moralismo;
- Valorização do desenvolvimento industrial e tecnológico;
- Propaganda como principal forma de comunicação;
- Uso de onomatopéias (palavras com sonoridade que imitam ruídos, vozes, sons de objetos) nas poesias;
- Poesias com uso de frases fragmentadas para passar a idéia de velocidade;
- Pinturas com uso de cores vivas e contrastes. Sobreposição de imagens, traços e pequenas deformações para passar a idéia de movimento e dinamismo.

Fonte: http://www.suapesquisa.com/artesliteratura/futurismo.htm

 Blog de poetasdobrasil : Literatura Brasileira: Poesia, Uma introdução ao Futurismo

Trabalho de Tipografia 02 – Álvaro de Campos
Fonte: http://budita.wordpress.com/2009/04/04/trabalho-de-tipografia-02-alvaro-de-campos-versao-2/

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Intertextualidade e alegoria: "Bom conselho" de Chico Buarque  (Exercícios) escrito em segunda 04 abril 2011 23:40

Ouça um bom conselho
que eu lhe dou de graça:
inútil dormir
que a dor não passa.

Espere sentado
ou você se cansa.
Está provado,
quem espera nunca alcança.

Venha, meu amigo.
Deixe esse regaço.
Brinque com meu fogo,
venha se queimar.

Faça como eu digo.
Faça como eu faço.
Aja duas vezes,
antes de pensar.

Corro atrás do tempo.
Vim de não sei onde.
Devagar é que
não se vai longe.

Eu semeio o vento
na minha cidade.
Vou pra rua
e bebo a tempestade.

(Bom conselho - Chico Buarque)

Exercício - Paródia ou paráfrase? Jogo do celestial ou do demoníaco?

 Na canção "Bom conselho", acima, Chico Buarque apropria-se de diversos ditados populares. Identifique-os abaixo e explique a maneira como ocorre a intertextualidade  discutindo se ela é da ordem da paráfrase ou da paródia. Para tanto, baseie-se no texto Paródia, paráfrase e Cia (São Paulo: Editora Ática, Série Princípios) de Affonso Romano de Sant'Anna. Neste livro, Affonso Romano de Sant'Anna afirma que "a paráfrase faz o jogo do celestial, e a paródia faz o jogo do demoníaco", estando a primeira mais comprometida com a ideologia e a segunda com a contra-ideologia. Explique tais afirmações utilizando a análise e a interpretação da canção "Bom conselho" desenvolvida nos pontos anteriores, como exemplo.

1) Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
2) É de pequenino que se torce o pepino.
3) Pau que nasce torto, morre torto.
4) Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.
5) A pressa é a inimiga da perfeição.
6) Cavalo dado não se olha os dentes.
7) A ocasião faz o ladrão.
8) Quando um não quer, dois não brigam.
9)Antes calar que mal falar.
10) Quem semeia ventos colhe tempestade.
11) Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
12) Pense duas vezes antes de agir.
13) Casa de ferreiro, espeto de pau.
14) Quem brinca com fogo pode se queimar.
15)O seguro morreu de velho.
16) Cada macaco no seu galho.
17) Faça o que digo, mas não o que faço.
18) Filho de peixe, peixinho é.
19) É só dormir que a dor passa.
20) Nada como um dia depois do outro.
21) Não há rosas sem espinhos.
22) O barato sai caro.
23) Onde há fumaça, há fogo.
24) Pela boca morre o peixe.
25) Cão que ladra não morde.
26) Quem espera sempre alcança.
27) Devagar se vai longe.
28) Se conselho fosse bom não se dava, se vendia.

Conceitos fundamentais para a realização do exercício:

Ditado popular
ou Provérbio é uma sentença de caráter prático e popular, que expressa em forma sucinta e não raramente figurativa, com ritmo, metro, rima, aliterações e assonâncias, uma ideia ou pensamento que se pretende repleto de sabedoria. rima, aliterações e assonâncias, uma ideia ou pensamento que se pretende repleto de sabedoria. Os ditados populares, assim como as fábulas e os apólogos, geralmente transmitem uma moral, um ensinamento sobre a vida por meio da alegoria. São gêneros didáticos que têm por finalidade comum nos dar um "bom conselho" de forma agradável e inquestionável, pois fundamentam suas alegorias nos exemplos dados pelo mundo, especialmente pela natureza - que sabemos ser perfeita, visto ser uma criação divina.

Na alegoria - assim como na metáfora - se diz (ou se representa) uma coisa para significar outra. Disto decorre a ambiguidade do texto alegórico, que sempre tem mais de uma significação. Exemplo:

É de pequenino que se torce o pepino.

A palavra "pepino" no ditado acima tanto significa o fruto do pepineiro (que deve ser torcido quando pequeno, por estar ainda flexível) quanto a criança (e o seu "pipi"?!), que deve ser "torcida", ou seja, moldada em seu caráter - assim como o pepino é moldado em sua forma. Outro exemplo:

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

"Água" e "Pedra" tanto podem ser lidas denotativamente, no sentido dito "literal", quanto no sentido conotativo (dito "figurado"). Neste caso, podemos considerá-las como metáforas. "Água mole" pode significar aquele que é fraco, inferior, menos poderoso - entre outras coisas - em oposição à "pedra dura" significando aquele que é forte, superior, poderoso - entre outras coisas. Tanto neste ditado como no anterior utiliza-se de um raciocício analógico, em que os elementos que compõe a metáfora são aproximados por alguma semelhança. A associação/articulação de metáforas e analogias compõe o todo da alegoria. No caso, a mensagem que o senso comum atribui ao ditado é mais ou menos o seguinte: "quem é persistente (embora fraco, ou menos poderoso) pode vercer as mais duras resistências aos seus objetivos e sonhos. Deve-se persistir sempre, jamais desistir, porque até a água, que é fraca, fura a rocha poderosa (a prova são as cavernas, que não deixam mentir)".

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“Intertextualidade e Paráfrase: “Palmares & Palmeiras” nas saudades de Oswald e Cacaso.  (Exercícios) escrito em domingo 27 março 2011 16:56

 CANTO DE REGRESSO À PÁTRIA
Blog de poetasdobrasil : Literatura Brasileira: Poesia, “Intertextualidade e Paráfrase: “Palmares & Palmeiras” nas saudades de Oswald e Cacaso.
                                    Oswald de Andrade

Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os pássaros daqui
Não cantam como os de lá

Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra

Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo

 

JOGOS FLORAIS
             
              
                                    Cacaso

Blog de poetasdobrasil : Literatura Brasileira: Poesia, “Intertextualidade e Paráfrase: “Palmares & Palmeiras” nas saudades de Oswald e Cacaso.
I

Minha terra tem palmeiras
onde canta o tico-tico.
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá.

Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre:
a água já não vira vinho,
vira direto vinagre.

II

Minha terra tem palmares
memória cala-te já
Peço licença poética
Belém capital Pará

Bem, meus prezados senhores
dado o avanço da hora
errata e efeitos do vinho
o poeta sai de fininho.

(será mesmo com esses dois esses
que se escreve paçarinho?)

__________________________
Exercício - proposição: O poema "Jogos florais", de Cacaso, é uma paródia das canções do exílio de Gonçalves Dias e Casemiro de Abreu assim como o poema "Canto de regresso à pátria", de Oswald de Andrade. Entretanto, podemos considerar "Jogos florais" como apresentando uma relação de paráfrase com relação ao poema de Oswald segundo a perspectiva teórica apresentada por Affonso Romano de Sant'Anna em seu livro Paródia, paráfrase & Cia (São Paulo: Ática). Para constatar isto, observe:

a) Nos dois poemas encontramos um sujeito lírico irônico com respeito à idealização do Brasil. O ufanismo romântico é corroído pelo humor no poema de Oswald através do exagero caricatural de suas riquezas naturais (incluindo aí os amores) e pela ironia com respeito ao desejo de encontrá-las em seu retorno, visto que anseia por rever o progresso ao invés delas. No poema de Cacaso, a ironia que mais se destaca diz respeito ao discurso do "milagre brasileiro" que era reiterado pela mídia durante a ditadura de 64. Outra ironia significativa relaciona-se à idealização de um Brasil democrático através da referência a Palmares - que recupera o trocadilho (Palmeiras/Palmares) já existente no poema de Oswald. Discorra sobre ambas.

b) Assim como antes tínhamos visto no poema "Meus oito anos" de Oswald uma ruptura com a norma culta da língua, que ocorria no nível da concordância em número e criava o humor dessacralizador do ufanismo romântico e da retórica, agora podemos ver um procedimento semelhante na última estrofe do poema de Cacaso. Discorra sobre ele relacionando-o com outro jogo de palavras - na primeira estrofe da segunda parte do poema - que visa ridicularizar os malabarismos sintáticos dos poetas parnasianos no intuito de manter os padrões de metro e rima exigidos na luta pela perfeição formal.

c) Por fim, ainda com respeito ao humor, é possível percebermos na segunda parte do poema de Cacaso uma auto-ironia do sujeito lírico que possivelmente vise dessacralizar a ideia da genialidade do poeta romântico. Discorra sobre tal questão.

Marciano Lopes

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Intertextualidade e paródia: "laranjas & laranjais" - "Meus oito anos" de Casemiro e Oswald  (Exercícios) escrito em domingo 27 março 2011 16:06

Blog de poetasdobrasil : Literatura Brasileira: Poesia, Intertextualidade e paródia: "laranjas & laranjais" - "Meus oito anos" de Casemiro e Oswald

Oh que saudades que eu tenho
Da aurora de minha vida
Das horas
De minha infância
Que os anos não trazem mais
Naquele quintal de terra
Da Rua de Santo Antônio
Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais

Eu tinha doces visões
Da cocaína da infância
Nos banhos de astro-rei
Do quintal de minha ânsia
A cidade progredia
Em roda de minha casa
Que os anos não trazem mais

Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais

("Meus oito anos", Oswald de Andrade)

Blog de poetasdobrasil : Literatura Brasileira: Poesia, Intertextualidade e paródia: "laranjas & laranjais" - "Meus oito anos" de Casemiro e Oswald

EXERCÍCIO - Proposição: análise e interpretação comparadas de "Meus oito anos" de Oswald de Andrade (acima) com "Meus oito anos" de Casemiro de Abreu levando em consideração os aspectos apontados abaixo:

a) Quanto à forma externa: veja como se organiza o poema de Casemiro quanto ao número de estrofes, de versos por estrofes, à métrica e às rimas externas dos versos. Repare que seu poema apresenta equilíbrio formal, pois há regularidade em todos estes níveis estruturais. Já no poema de Oswald, isso não acontece. Além de ser muito menor no tamanho, não há nenhum padrão na organização das estrofes, que tem diferentes tamanhos, metros e ausência de rimas externas organizadas.

b) Quanto ao sujeito lírico e sua relação com o tema da infância perdida: veja que a idealização da infância dourada que vemos no poema de Casemiro é corroída pela ironia no poema de Oswald. Enquanto o sujeito lírico do poema de Casemiro recorda uma infância plenamente feliz, o de Oswald tem a alegria de sua infância maculada pela ânsia (angústia) de não ter mais quase nenhuma natureza no quintal de sua casa, que progressivamente era engolida pelo progresso da metrópole.

c) Quanto à temática da natureza: repare no poema oswaldiano que a natureza tropical brasileira, tão cara ao Romantismo como signo da brasilidade, já está em franco declínio na moderna São Paulo da década de 20 do século passado.

d) Quanto à linguagem: repare que há no estribilho do poema de Oswald (o qual remete ao estribilho do poema de Casemiro) uma ruptura com a norma culta da língua, ruptura que ocorre no nível da concordância em número e cria o humor e a ironia dessacralizadoras do ufanismo romântico - que identifica a grandeza nacional com a beleza e a pujança da natureza brasileira.

Para realizar este estudo de intertextualidade e paródia, leia como apoio o livro Paródia, paráfrase & Cia de Affonso Romano de Sant'Anna (São Paulo: Ática - Série Princípios).

Marciano Lopes

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